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BGS | Cosplayer diz ter sido torturado por seguranças; Organização do evento divulga nota sobre o caso

A Brasil Game Show – BGS 2019 aconteceu entre os dias 9 e 13 de outubro no Expo Center Norte, em São Paulo.

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O visitante da feira Michael Giordano Martins Pereira, de 34 anos, estava de cosplayer de Coringa, visitou a feira no último domingo, dia 13, e alega ter sido torturado por seguranças em uma sala isolada de um dos pavilhões do evento.

Michael divulgou vídeos em seu Facebook e explica que pediu para sair da feira e retocar a maquiagem do cosplay em seu carro, que estava no lado externo da feira.

Antes de sair, ele certificou com os seguranças que poderia retornar ao evento, mas ao voltar, foi barrado por seguranças.

Abaixo, Giordano gravou um vídeo, onde conta a sua versão do que aconteceu com ele no último domingo:

O cosplayer foi hospitalizado no mesmo dia das agressões e saiu na última terça-feira (15), com pulmão perfurado, nove costelas trincadas e uma fraturada.

De acordo com a reportagem do R7, Giordano registrou um boletim de ocorrência na última quarta-feira (16), no 74° DP (Parada de Taipas), de lesão corporal e roubo de seus equipamentos de seu cosplay. O caso também saiu no site G1.

Por meio de nota em seu site, a Brasil Game Show se posicionou sobre as agressões. Abaixo, o texto na íntegra sobre o posicionamento do evento:

Desde segunda-feira, quando a BGS foi procurada pela advogada Daniela Conti, representando o cosplayer Michael Giordano Martins Pereira, nos debruçamos sobre o caso para entender os fatos e, de maneira responsável, adotar medidas justas com todos os envolvidos.

Quem conhece a história da BGS sabe que nossa postura é de respeito e acolhimento, seja com as comunidades gamers, de cosplayers e de influenciadores, seja com nossos parceiros, fornecedores, prestadores de serviço etc. Não seria, portanto, num caso com a gravidade relatada, que tomaríamos alguma decisão precipitada ou leviana. Preferimos arcar com o ônus de uma resposta supostamente tardia a, apressadamente, apontar culpados.

E é em respeito ao público fã da BGS e a todos que nos acompanham nessas 12 edições, que agora informamos que a empresa de segurança terceirizada envolvida no caso teve o seu contrato suspenso até a completa apuração dos fatos e estamos buscando todas as provas para punir os culpados com todo o rigor da lei. Sabemos que isso não apaga ou sequer diminui os transtornos causados ao cosplayer Michael, e já estamos em contato com sua representante legal para auxiliar em tudo o que for necessário.

A BGS sempre vai buscar a paz pois é o ponto de encontro de crianças, jovens, adultos e famílias que têm nos games uma forma saudável de união e diversão. Não incentivamos, aprovamos ou endossamos nenhum tipo de agressão física ou moral. Independente das circunstâncias, comportamentos violentos são inaceitáveis e absolutamente incompatíveis com os valores da BGS.

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