Menu

CCXP19 | Julio Shimamoto é o homenageado do Artists’ Alley

Não é só o Batman que está completando 80 anos em 2019. O desenhista e roteirista brasileiro Julio Yoshinobu Shimamoto, mais conhecido como Shima, também celebra seu 80º aniversário este ano.

LEIA MAIS: Death Stranding | Analista diz que não será fácil prever vendas do jogo

Por isso, o artista será o grande homenageado do Artists’ Alley, assinando o pôster e a credencial do espaço dedicado aos quadrinistas, além de participar de painéis que serão divulgados em breve.

Shima marcará presença todos os dias do festival e estará acompanhando por Márcio Jr., coautor da graphic novel “Cidade de Sangue” (2018) – outro nome de peso confirmado para a 6ª edição da CCXP.

Representante de uma geração de grandes nomes dos quadrinhos de terror, Shima desenvolveu sua paixão pelas artes plásticas durante a infância, desenhando com gravetos no sítio do pai em Borborema, no interior de São Paulo.

Ainda na juventude, tornou-se desenhista no Departamento Promocional da multinacional “Sears, Roebuck & Co.” (Lojas Sears) e, desde então, nunca mais abandonou os pincéis.

Com seu traço denso, passou por praticamente todas as editoras e publicações do país: La Selva, Taika, Outubro, Ebal, Noblet, Folha de São Paulo, Ática, Editora do Brasil, Cooperativa Editora e de Trabalho de Porto Alegre, Vecchi, Grafipar, Abril, D-Arte, Press, Maciota, Record, Globo, Bloch, Via Lettera, Devir, Marco Zero, Novo Mundo, Escala, Nova Sampa e Opera Graphica. Entre suas obras mais aclamadas estão Musashi I e II (2003) e Subs (2006).

Aos 80 anos, Julio Shimamoto segue na ativa, envolvido em projetos autorais e produzindo quadrinhos experimentais.

Recentemente, desenvolveu uma técnica na qual aplica uma camada de tinta sobre uma peça de cerâmica para depois desgastá-la utilizando objetos
pontiagudos.

As imagens surgem em negativo, em uma nova versão do estilo claroescuro, técnica consagrada no Renascimento por artistas como Caravaggio.

A partir do negativo, passa a escanear e xerocar estas imagens, para depois montar as páginas das histórias por meio de colagens.

E foi justamente com essa técnica inovadora que ilustrou “Cidade de Sangue”, com texto de Márcio Jr, agitador cultural goiano cuja versatilidade abrange incursões pela música, cinema, escrita e, claro, HQs.

Live Gaming