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Death Stranding | Kojima diz que diretor de Mad Max entendeu o jogo

Desde quando foi anunciado na E3 2016, Death Stranding tem deixado o público curioso e confuso, graças aos trailers sem pé nem cabeça.

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Somando isso ao ar de mistério do diretor do game, Hideo Kojima, o certo é que Death Stranding é um dos jogos mais esperados de 2019 e da atual geração dos consoles.

De acordo com o criador de Death Stranding, algumas pessoas entenderam o conceito do jogo quase que de imediato, como foi com o diretor da franquia de Mad Max, George Miller.

“Criadores, especialmente, foram bem rápidos para entender”, disse em entrevista à Game Informer. “Como George Miller, que é meio que meu mentor – meu Deus.”

“Em 2017, eu fui para a Austrália. Eu só tinha um trailer, e também expliquei verbalmente para ele”, continuou.

“George Miller falou: ‘Em todos os aspectos, você está correto. Matematicamente, psicologicamente, fisicamente, filosoficamente’. Ele começou a fazer um tipo de diagrama, ele tem uma teoria, então disse ‘O que você está tentando fazer é correto’. Eu deveria ter gravado aquilo! Devia ter mandado para a equipe! Aquele foi um momento bem alegre.”

Kojima também disse que o conceito é mais acessível para quem se encaixa com o perfil de George Miller, e menos para a indústria de games.

“Por isso que eu acabo me relacionando mais com músicos e diretores de cinema do que o pessoal da indústria de games – porque eles tendem a sintetizar comigo desta forma e se conectar mais rapidamente.”

Nesta mesma entrevista, Kojima também disse que a narrativa de Death Stranding é uma metáfora dos governos Trump e União Europeia.

“Em prol da Bridges, você está conectando do leste ao oeste e eles querem que junte a UCA – as Cidades Unidas da América. Ao se conectar, você pode usar os serviços da UCA, mas ao mesmo tempo, eles estão puxando suas informações 24 horas por dia. É como em 1984.”

“Algumas pessoas podem não gostar disso, e dizer: ‘eu não vou me conectar à UCA, porque eles vão repetir as mesmas coisas que fizemos’. Como Trump, ou a União Europeia, este tipo de coisa. É uma metáfora. Mas, se você se aproximar muito, eles começam a dizer ‘OK, eu vou me conectar’.”

Kojima também falou sobre a moralidade do objetivo final da missão de Sam. “No jogo, a missão é realmente reconectar a América novamente – mas eu não disso se isso é correto ou não.”

Kojima também falou sobre o trailer Briefing – e que você pode ver abaixo -, onde diz como a América é representada entre pessoas divididas no mundo real.

“Quero que pessoas não pensem em ‘América’, mas ‘onde você está'”, porque depende de quem está vendo. E é claro, é no futuro, e todos estão conectados pela internet, mas todos estão fragmentados.”

“Isto é meio que uma metáfora também”, disse. Death Stranding será lançado em 8 de novembro, exclusivo para PlayStation 4.

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