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Naughty Dog | Funcionários relatam jornadas de 24h de trabalho

Jornadas de trabalho forçado tem se tornado pautas recorrentes nas empresas desenvolvedoras de games, e a acusada da vez foi a Naughty Dog.

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Ex-funcionários da criadora da série Uncharted e The Last of Us, que não quiseram se identificar, relataram para a COG sobre as longas jornadas de trabalho que precisaram cumprir para atingir as metas e não serem demitidos.

Segundo uma das fontes, havia pressão tanto dos gerentes quanto de colegas de trabalho. Os funcionários precisavam ser brilhantes, talentosos e dedicados, e precisavam trabalhar full time nos projetos.

Outro ex-funcionário disse que era quase impossível terminar o trabalho sem horas extras.

“Eles não diziam que você tinha que trabalhar X horas, mas tinha que fazer o trabalho. A quantidade de trabalho era quase impossível para qualquer pessoa, e se você não atingisse a meta, era demitido…”.

Prática é comum nas desenvolvedoras de games

A terceira fonte ainda disse que é uma prática comum das empresas pagar um salário mínimo, para que as horas extras fossem mais atrativos na visão do funcionário.

Outra fonte relata que, em semanas de crise, era normal os funcionários trabalharem de 60 a 80 horas semanais.

Essa mesma pessoa disse que no fim do desenvolvimento de The Last of Us, chegou a trabalhar mais de 100 horas por semana. Houve casos de jornadas de trabalho de 7 dias por semana, alguns com 24 horas trabalhadas.

Embora as desenvolvedoras adotem esta prática abusiva, freelancers se submetem a esse tipo de emprego justamente para conseguir um trabalho na área do desenvolvimento, e que são “peças descartáveis” na indústria.

A Naughty Dog não é a primeira empresa a ser acusada de trabalho forçado. Outras desenvolvedoras, como Rockstar Games (GTA V e Red Dead Redemption) e Nether Realm (Mortal Kombat 11) também adotam essas práticas e foram duramente criticadas por conta desta atitude.

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