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OMS reconhece oficialmente o vício em jogos eletrônicos

Indústria de games não gostou nada da notícia e classificou que inclusão (de vício em videogames) continua altamente contestada e inconclusiva

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu no último sábado (28) que o vício em videogames é oficialmente um distúrbio. A entidade confirmou a nova versão de sua Classificação Internacional de Doenças (ICD-11), e adicionou que o vício em videogames na lista de doenças modernas.

O termo oficial usado pela OMS é de “game desorder”, que significa em tradução livre “transtorno por games“.

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Essa mudança já estava sendo estudada pela organização há um tempo. O vício em jogos eletrônicos já havia sido adicionada na lista de doenças modernas há dois anos. Na Assembleia do último sábado, a entidade validou a nova versão da lista de doenças.

A OMS classifica os distúrbios desse tipo por “uso de substâncias ou comportamentos viciantes”. Diante dessa classificação, o vício em videogames está no mesmo nível de comportamento como alcoolismo e vício em apostas.

“O vício em games é caracterizado por um padrão recorrente ou persistente relacionado a jogos (‘jogos digitais’ ou ‘videogames’), que pode acontecer online (pela internet) ou off-line”, explica a OMS. Dentre as características estão a falta de autocontrole sobre o ato de jogar e a prioridade dada a esse tipo de entretenimento, entre outras.

Quem não gostou nada da notícia foi a indústria de games, que chegou a implorar para a OMS remover essa classificação antes da versão final da CID-11.

Um grupo de órgãos comerciais da indústria de games, incluindo a Entertainment Software Association, afirmou que “a evidência para a inclusão (de vício em videogames) continua altamente contestada e inconclusiva”.

“Os videogames em todos os tipos de gêneros, dispositivos e plataformas são apreciados com segurança e sensibilidade por mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo, sendo o valor educacional, terapêutico e recreativo dos jogos bem fundamentado e amplamente reconhecido”, explicou o grupo.

“Estamos, portanto, preocupados em ver o ‘distúrbio do jogo’ ainda contido na última versão da CID-11 da OMS, apesar da oposição significativa da comunidade médica e científica. As evidências para sua inclusão continuam altamente contestadas e inconclusivas”.

O grupo também sugeriu que incluir este distúrbio na CID-11 criaria “implicações injustificadas para os sistemas nacionais de saúde em todo o mundo”, e pediu que a comunidade de games continuasse levantando suas vozes contra a medida. Por enquanto, no entanto, parece que esses protestos foram desconsiderados.

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