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Review: Tree of Savior



Se você estava conectado em meados dos anos 2000, você provavelmente conheceu a ascensão dos MMOs, jogos massivos online, que só foram possíveis no Brasil após a expansão da Internet de banda larga. Um dos mais populares da época – talvez o mais popular – era Ragnarok Online, que, acredite se quiser, tem jogadores até hoje. O tempo passou, o público cresceu e chegou a hora de renovar os conceitos que tanto fizeram sucesso. Foi aí que surgiu Tree of Savior.
Desenvolvido pela IMC Games, o jogo vem com uma premissa interessante, que é a de nós remeter a nostalgia dos MMOs antigos com tudo que os novos RPG online tem para oferecer. Feito por parte da equipe que trabalhou em Ragnarok, pode-se dizer que este veio para der um sucessor espiritual do game anterior.
A história de Tree of Savior começa com um reino fantástico abençoado por cinco deusas, que traziam prosperidade ao povo atendendo suas orações. De repente, seus atos que ajudavam o povo cessaram, como se elas tivessem deixado de existir, e uma imensa árvore sagrada emergiu do centro da capital. Seus galhos se espalharam por outros locais e cidades e monstros terríveis começaram a surgir deles.
Mataram e feriram muita gente. Muitas pessoas acabaram fugindo e outras decidiram lutar contra esse mal que passou a assolar o mundo. Os personagens são os guerreiros que resolveram enfrentar esse problema.


Você pode criar seu personagem em uma série de servidores – com direito a um localizado no Brasil! – com diferentes tipos de visual. Existem quatro opções de classe para serem escolhidas, que são Swordsman (espadachim), Wizard (mago), Archer (arqueiro) e Cleric (clérigo). Cada uma delas pode evoluir para classes superiores com o progresso no jogo, mas as evoluções não são lineares e você sempre poderá escolher qual classe seguinte seu personagem terá.
O jogo pode começar em uma das duas cidades iniciais, Klaipedia ou Orsha. Cada uma têm características próprias e uma série de missões iniciais para ambos os tipos de personagens. É claro que uma cidade pode ser mais fácil de jogar do que a outra para determinada classe, mas existem opções para todos os lados.
Pode parecer um pouco estranho no começo, mas tudo foi pensado para ser acessível aos novos jogadores, apesar da sua complexidade aparente. Logo de cara somos apresentados ao sistema de níveis, classes, itens, equipamentos e habilidades, muito semelhantes aos de Ragnarok, diga-se de passagem. Apesar disso, não é difícil se acostumar e entender o funcionamento até mesmo para quem for mais saudosista e sentir um pouco de desconforto por causa de algumas diferenças marcantes.
Os jogadores também podem se adaptar a sua preferência nos controles. É possível optar por jogar com o teclado, que acaba sendo melhor para personagens de combate corpo-a-corpo, ou com o mouse, que se adapta melhor aos personagens que lutam à distância.

Os mapas por onde é possível passear em Tree of Savior são bastante extensos com hordas de monstros, que aparecem aleatoriamente ou em grupo. No começo, é mais fácil se deparar com monstros pacíficos, mas depois alguns que notam sua presença e vem atrás de você se tornarão bem comuns. Em quase todos os lugares, estátuas das deusas estarão disponíveis para guardar a localização do personagem se ele perder alguma batalha. Basta fazer uma oração para elas e você estará um pouco mais seguro.
Um grande diferencial é a quantidade de quests que os jogadores podem fazer. É claro que só as iniciais são obrigatórias, já que desbloqueiam funções e te dão itens importantes. Mesmo assim, o game mistura muito bem a liberdade de ação do jogador com a obrigatoriedade de cumprir missões. É claro que todas dão alguma recompensa em forma de experiência, o que faz todas valerem um pouco a pena.
Os monstros são variados e foram colocados em quantidades grandes no jogo, para que seja possível jogar até mesmo em servidores lotados. Existem monstros feitos em homenagem aos brasileiros, que são um dos maiores e mais fiéis públicos do estilo.
Um exemplo é o fofinho Chupacabra, criado com base em uma das lendas urbanas mais conhecidas do nosso país. Nas quests, o game apresenta ainda mini-bosses, que transferem o jogador para um local virtual exclusivo, de forma que as lutas só se tornam visíveis para o jogador e para sua party, caso esteja em uma.
Tree of Savior ainda apresenta outros sistemas, com um de crafting, onde os jogadores podem criar novos itens enquanto descansam. Além disso, há um poderoso sistema de ajuda que te mostra cada detalhe da interface. Tem também o Journal, um completo sistema de pontuação e ranking entre jogadores, que mostra quem está com mais pontos e a média entre todos. Cada ação realizada pelo seu personagem em missões, exploração, criação de itens e popularidade te colocam mais acima no ranking.

O maior problema do jogo é a comunicação com outros personagens. O chat é um pouco complexo demais e dificulta uma das maiores características de jogos online, que é fazer novos amigos. É claro que nem todo mundo se importa com isso, mas é algo que deverá ser melhorado em atualizações futuras. Aliás, quando você joga pela Steam, acaba sendo mais fácil usar o chat de lá do que o do jogo.
É possível criar grupos, que são mostrados pela proximidade com o jogador no mapa. Eles podem ser úteis no ganho de experiência em conjunto. Muitas vezes, em servidores populosos, alguém vai ver seu trabalho duro e te convidará para se juntar ele.
Outro ponto que talvez atrapalhe um pouco a experiência é que o game, apesar de ter passado um longo tempo em testes alfa e beta, ainda possui alguns bugs. Não é tão incomum assim o personagem ficar travado em objetos do cenário ou ser “teletransportado” para perto dos mini-bosses magicamente quando a batalha estiver para começar.
A trilha sonora do jogo é um dos fatores mais viciantes. As músicas não cansam e acabam criando um vínculo entre o jogador, o cenário e a quest, de forma que torna a imersão muito mais forte. Cada mapa possui um padrão musical diferente e algumas acabam ficando na sua cabeça até quando você não está jogando.

O jogo é gratuito e possui sistema de compras interno, onde podem ser adquiridas roupas e itens especiais. Mesmo assim, não é um pay-to-win, pois quem não quiser pagar, conseguirá ter a mesma experiência, apenas com um pouco mais de dificuldade. Se houverem dúvidas com relação às classes, monstros e mapas, já existem diversas databases e guias na Internet que ajudarão os iniciantes a entrarem de cabeça nesse mundo.
Tree of Savior consegue ser muito divertido e não exige muito do jogador para isso. Com certeza, veio num momento bom, onde os MMOs caminhavam para estilos diferentes do RPG e trouxe uma ótima opção para os fãs do estilo. Complexo e simples, livre e cheio de objetivos, perfeito para quem quer jogar apenas uma vez por semana e melhor ainda para quem quer passar várias horas do seu dia jogando. Você não pode deixar de testar!

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